Organizar e, principalmente, manter a ordem dos processos de tecnologia da informação não é uma tarefa fácil. Por esta razão, e também pela importância dessa ação, a governança de TI é uma das disciplinas mais importantes para as empresas atualmente.
Um estudo realizado pela Mordor Intelligence apontou que o mercado de tecnologia da informação do Brasil está avaliado em US$ 17,31 bilhões, com uma previsão bastante otimista de chegar aos US$ 29,94 bilhões em 2030. Parte desse valor, de acordo com a pesquisa, indica a busca das empresas pelas atualizações do setor, bem como pelos benefícios da governança de TI.
Esse tópico, cada vez mais buscado por empresas de todos os portes, mostra-se indispensável ao crescimento e à transformação das companhias que desejam manter o nível de competitividade e alcançar números expressivos em produtividade e resultado.
Neste artigo, falaremos mais sobre o que é governança de TI, quais seus objetivos, as vantagens da implementação na sua empresa e as etapas necessárias para seu funcionamento.
O que é governança de TI?
É o conjunto de regras e diretrizes da empresa sobre o setor de tecnologia, com todas as responsabilidades, valores e formas de investimentos. A matéria também aborda a identificação de necessidades, quais os insumos que a companhia deve ou não adquirir, suas finalidades na organização e definição de estratégias.
De acordo com o Ministro do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz, o principal objetivo da governança de TI é garantir que o uso da tecnologia da informação agregue valor aos negócios por meio da estipulação de políticas, normas e métodos que auxiliem na organização do fluxo de projetos.
Qual a diferença entre governança e gestão de TI?
Apesar de conceitos similares, existem pontos bastante divergentes entre a governança e a gestão de TI, especialmente no que diz respeito aos objetivos e escopos dentro de uma organização. Veja, na tabela, as principais características de cada um.
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Aspecto |
Governança de TI |
Gestão de TI |
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Nível |
Estratégico |
Tático e Operacional |
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Foco |
Alinhamento com o negócio, valores e riscos |
Execução de processos e serviços |
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Responsáveis |
Alta direção e conselhos |
Gerentes e equipes de TI |
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Pergunta-chave |
“Estamos fazendo as coisas certas?” |
“Estamos fazendo certo as coisas?” |
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Exemplo |
Decidir investir em nuvem híbrida para aumentar competitividade |
Configurar e monitorar os servidores em nuvem |
Em outras palavras, enquanto a governança define “o quê” e “porquê”, a gestão executa o “como” e “quando”. Ou seja, são matérias correlatas, mas com finalidades diferentes.
Por que a governança de TI é importante?
A governança no setor de TI é fundamental porque aproxima as estratégias de negócio das ferramentas e tecnologias necessárias para obter resultados. É por meio dessa disciplina que o setor contribui para gerar entregas de valor, e não apenas materiais e aparelhos. Entre outros pontos, destacamos a importância nos seguintes aspectos:
- alinhamento estratégico entre objetivos e práticas, ferramentas e tecnologias;
- geração de valor para obter mais competitividade e inovação constante;
- gestão de risco e compliance, uma vez que alinha os comportamentos às regras e legislações;
- otimização de processos e recursos com direcionamento mais eficiente de orçamento, tempo e pessoas;
- melhor tomada de decisões com análises mais sólidas e assertivas de dados.
Ou seja, a governança de TI impacta diretamente a companhia, e não apenas o setor de tecnologia. Esta abrangência, aliás, é um dos objetivos-chave da matéria, como veremos a seguir.
Quais são os objetivos da governança de TI?
Em síntese, os objetivos da governança de TI são bastante similares aos da governança corporativa. As duas disciplinas traçam estratégias e definem as necessidades de uma empresa, porém, com escopos diferentes. No caso do tema de hoje, o foco está na tecnologia e suas ferramentas.
Seus principais objetivos são:
Alinhar a TI ao negócio
A principal meta da governança de TI é garantir que todas as iniciativas de tecnologia estejam conectadas às estratégias e objetivos da empresa. Por exemplo, se a meta é expandir o e-commerce, o departamento deve priorizar plataformas digitais escaláveis e ferramentas estratégicas para o acompanhamento de métricas e resultados.
Gerar valor para a organização
A governança também visa garantir que os investimentos em tecnologia tragam retorno (financeiro, operacional ou estratégico) para a organização, e não apenas a aquisição de novas ferramentas. Um exemplo é a adoção de um sistema de automação para reduzir custos e melhorar a produtividade.
Gerenciar riscos de TI
Também é parte do escopo da governança proteger a empresa contra ameaças cibernéticas, falhas operacionais, perda de dados e problemas tecnológicos em geral. Cabe aos responsáveis pela matéria implementar políticas de segurança e compliance com a LGPD e outras normas relacionadas ao nicho da empresa, por exemplo.
Estes são alguns dos principais objetivos da governança. Vale lembrar que, para ser funcional, o processo de implantação da disciplina precisa seguir todas as etapas. E, no próximo tópico, te explicaremos mais sobre cada uma.
Quais são as etapas da governança de TI?
Assim como qualquer outra alteração na estrutura da sua empresa, para implantar a governança no setor de tecnologia é importante entender as fases e processos da adoção da metodologia. E, para te ajudar nessa jornada, selecionamos as 5 principais etapas da governança de TI.
1. Estruturação das políticas de governança de TI
Nesta primeira etapa, você deve definir as atribuições, responsabilidades, pessoas envolvidas, regras e requisitos necessários para a governança. Na prática, significa criar os parâmetros para o uso da tecnologia e seus recursos, promover treinamentos e orientações às pessoas envolvidas no fluxo e oferecer um contexto que deixe claro a todo o time como e por que a governança de TI existe.
2. Escolha de modelos e padrões de qualidade
Uma vez definida e estruturada a política, é hora de transmitir as novas diretrizes às pessoas envolvidas. É nesta etapa em que os gestores usam ferramentas de desenho de processos, como o fluxograma, para facilitar a identificação de responsabilidades e a transmissão das informações de forma funcional e simplificada.
Este também é o momento de definir as diretrizes dos SLA (acordos de níveis de entregas) para determinar as métricas de sucesso da etapa seguinte.
3. Análise de indicadores de desempenho
Após a implementação, é hora de coletar os resultados e analisá-los. É nesta fase em que os gestores identificam as eventuais falhas de processos da tecnologia e seus setores. Desta forma, ao apontar soluções, suas decisões serão melhor embasadas, seguras e com menos chances de erros.
A análise de resultados também permite identificar as oportunidades de melhoria em diversos aspectos, inclusive em outras áreas do negócio, como comercial e atendimento.
4. Retroalimentação
A partir desta etapa, e já com os resultados da etapa anterior, é indispensável “retroalimentar” o processo de governança de TI, ou seja, expandir e evoluir suas práticas com base nas informações. Em resumo, todas as equipes e setores envolvidos no fluxo devem oferecer e receber feedbacks com base nos dados das entregas. Além disso, é interessante organizar treinamentos e orientações periódicas para manter a atualização dos times.
5. Aprimoramento da tecnologia
A última etapa do ciclo da governança de TI envolve a atenção constante às necessidades de aprimoramento das tecnologias do fluxo de trabalho. Aqui, de posse de todas as informações obtidas nas etapas anteriores, o gestor deve identificar os equipamentos, insumos e tecnologias indispensáveis ao crescimento e à melhoria contínua do negócio.
Essas são as etapas-chave para a implementação da governança. Ao respeitá-las, você já avança um bom caminho para o sucesso da prática. Contudo, como deve ter percebido, a adoção desta metodologia exige a coleta e controle de dados de inúmeras fontes. A pergunta que fica é: como reunir, mensurar e interpretar essas informações corretamente?
Como implantar a governança de TI com a Lecom?
Agora que você já sabe como implantar a governança de TI, é hora de conhecer uma plataforma completa que pode te ajudar não apenas na adoção da metodologia, mas principalmente com o controle de todos os aspectos do negócio.
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