O ato de automatizar a execução de tarefas não é mais novidade para as empresas. Porém, com todos os avanços tecnológicos, pode surgir a grande dúvida: afinal, qual a diferença entre automação e automatização? Qual o papel de cada termo nos resultados das companhias?
Essas, aliás, são apenas duas das soluções do BPA — Business Process Automation, ou Automação de Processos de Negócios — um mercado em plena ascensão. Graças às ferramentas dessa metodologia, o Business Research Inside vê uma janela de crescimento expressivo para o setor: até 2033, espera-se um avanço de quase 12% para a área.
E, neste material, vamos te ajudar a entender os motivos por trás das buscas por ferramentas de automação. Continue conosco e veja:
- qual a diferença entre automação e automatização;
- quando escolher entre cada solução;
- qual é a diferença entre automático e automatizado;
- o que é e como funciona a hiperautomação.
Vamos lá? Boa leitura.
O que significa e qual a diferença entre automação e automatização?
Embora próximos em significado, os termos “automação” e “automatização” têm diferenças sutis entre si, especialmente em contextos técnicos. Ambos são abordagens provenientes do BPA e, neste tópico, vamos te esclarecer os pontos cruciais de cada um.
O que é automação de processos?
A automação refere-se ao uso de tecnologia (máquinas, sistemas ou softwares) para realizar tarefas sem a intervenção humana contínua. É um conceito mais amplo e técnico, frequentemente relacionado às empresas e indústrias.
Um exemplo é a adoção da automação para a construção de carros: aqui, é como se robôs executassem as ações por conta própria, baseados apenas nas configurações iniciais para funcionamento.
O que é automatização?
A automatização, por sua vez, refere-se ao processo de tornar algo automático. É o ato ou efeito de automatizar — ou seja, de adotar a automação. Em outras palavras, este termo designa o processo de tornar automático algo que, antes, era manual.
Um exemplo é a empresa que passa a utilizar sistemas e softwares para rotinas administrativas, como transmissão de informações ou pagamentos automatizados.
Quando usar automação ou automatização?
Tão importante quanto saber a diferença entre automação e automatização é compreender quando utilizar esses termos. Abaixo, explicamos:
- use “automação“ quando quiser se referir ao estado final do processo ou ao sistema automatizado;
- use “automatização“ para enfatizar o processo de tornar algo automático, ou seja, a ação de automatizar.
Em outras palavras, para determinar quando usar automação ou automatização, lembre-se: se falar sobre tecnologia, sistemas ou soluções prontas, adote o primeiro termo. Se falar sobre implantação ou transformação de um processo, utilize o segundo.
Qual é a diferença entre automático e automatizado?
A diferença principal entre os termos está no estado do processo e no caminho pelo qual chegou até aquele ponto. Explicamos melhor a seguir:
- automático é o adjetivo do que já opera por si só, sem intervenção humana contínua. É o estado atual de funcionamento de um processo. Tome, como exemplo, um sistema que envia e-mails automaticamente todos os dias;
- automatizado é aquilo que foi tornado automático. Refere-se ao processo pelo qual determinada atividade deixou de ser manual e passou a ser autônoma. Como exemplo, imagine a automatização de um sistema de vendas, ou seja, a ação de tornar a oferta de produtos automática.
A seguir, destacamos mais alguns aspectos para ajudar na compreensão:
| Termo | Foco | Exemplo prático |
| Automático | O funcionamento atual (autônomo) | “A emissão de notas fiscais é automática.” |
| Automatizado | O processo de transformação | “O sistema de faturamento foi automatizado.” |
Lembre-se: “automatizado” é o termo que designa o caminho do processo; “automático” é seu estado final.
O que é a hiperautomação de processos?
A hiperautomação é um conceito mais complexo e, portanto, avançado. Aqui, a empresa combina diversas tecnologias a fim de automatizar processos mais complicados e que, muitas vezes, estão interligados.
O principal diferencial desta em relação à automação tradicional é a integração de tecnologias e ferramentas para criar um ambiente mais abrangente. Como exemplo, citamos:
- Machine Learning ou aprendizado da máquina;
- inteligência artificial;
- Intelligent Business Process Management Suites (IBPMS) ou sistemas inteligentes de gerenciamento de processos de negócios;
- Robotic Process Automation (RPA) ou automação robótica de processos;
- Big Data ou a coleta e análise de dados em grandes quantidades.
Uma boa forma de esclarecer a diferença entre processos de automação e hiperautomação é observar que, enquanto o primeiro se limita às execuções pontuais, baseadas em regras, o segundo, por sua vez, vai além e, por meio do machine learning, aprende com as tarefas e cria um padrão para a melhoria contínua.
Por exemplo, imagine um serviço de atendimento ao cliente. Por meio da automação, essa funcionalidade fica limitada às questões mais básicas, como redefinição de senha. Já com a hiperautomação, é possível resolver problemas mais complexos, como falhas sistêmicas. Além disso, ao resolver a reclamação do consumidor, o próprio software cria um “banco de dados” para reunir informações úteis para soluções futuras.
Benefícios da hiperautomação
Até aqui, você deve ter percebido que a hiperautomação é excelente para os negócios, certo? Portanto, veja, a seguir, alguns dos principais benefícios que essa tecnologia te oferece:
- aumento da eficiência operacional;
- redução de custos;
- melhoria na tomada de decisões;
- mais transparência e visibilidade para os processos;
- escalabilidade;
- integração entre sistemas e setores;
- melhoria na experiência do cliente;
- valorização da força de trabalho humana.
Como escolher entre processos de automação e hiperautomação?
A escolha entre automação e hiperautomação depende do nível de maturidade dos processos da companhia, dos objetivos estratégicos e, principalmente, do tipo de tarefa que você deseja otimizar. Considere as 3 dicas a seguir para basear sua decisão:
- Avalie o tipo de processo que deseja melhorar. Tarefas repetitivas e baseadas em regras estritas obtêm benefícios da automação tradicional, enquanto atividades variáveis funcionam melhor com a hiperautomação;
- Considere a maturidade digital da empresa. Começar o processo de otimização direto pela hiperautomação pode ser mais desafiador. A automação pode funcionar como um “treinamento” para, depois, avançar para novas tecnologias;
- Defina seus objetivos. Metas mais simples, como redução do tempo de execução, tendem a funcionar bem com a automação. Já as mais complexas, como redesenhar ou mapear processos, atuam melhor com a hiperautomação.
Para finalizar o conteúdo sobre a diferença entre automação e automatização, aqui vai uma dica extra: conte com ajuda especializada para implementar esse tipo de solução no seu negócio.
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Chegamos ao fim de mais um material! Hoje, esperamos ter esclarecido as principais diferenças entre automação e automatização, bem como a importância da hiperautomação nos processos de uma companhia.
E é claro que, na hora de adotar qualquer nova metodologia, o apoio de bons sistemas é crucial — na implementação e até no esclarecimento de eventuais dúvidas futuras. Então, que tal conhecer sua nova parceria na transformação digital dos negócios?
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