A Lecom participou do evento IT Forum 2026 para discutir ecossistemas, inteligência operacional e agentes de IA.
Participar do IT Forum Praia do Forte 2026 reforçou uma convicção que temos na Lecom: a próxima fase da transformação das empresas não será definida por quem acumular mais ferramentas de inteligência artificial, mas por quem conseguir fazer processos, sistemas, dados, pessoas, automações e agentes trabalharem de forma conectada.
É isso que temos chamado de inteligência operacional: transformar informação e capacidade analítica em execução coordenada, dentro de processos que mantenham contexto, governança e rastreabilidade.
Essa visão encontrou bastante sintonia com o tema desta edição do IT Forum Praia do Forte 2026: “O poder do ecossistema: quem não conecta, não cresce”. Realizado entre 19 e 23 de agosto, o encontro reuniu CIOs, executivos e empresas de tecnologia para discutir justamente como inovação, dados, inteligência artificial e conexões estão mudando a forma de operar e competir.
Foram mais de 15 painéis e salas de conteúdos, mais de 160 CIOs presentes, e mais de 40 empresas parceiras. Entre elas, nós da Lecom!
IT Forum 2026: O poder do ecossistema: o que isso significa para as empresas?
Quando falamos em ecossistema de tecnologia, não estamos falando apenas de uma rede de fornecedores e parceiros.
Na operação, ecossistema é o conjunto de sistemas, dados, processos, pessoas, tecnologias e competências que precisam interoperar para entregar um resultado de negócio.
Uma empresa pode ter um excelente ERP, uma boa plataforma de dados, ferramentas de RPA, soluções de IA e diferentes aplicações especializadas. Ainda assim, se cada uma delas operar de forma isolada, continuaremos criando silos.
É por isso que conexão deixou de ser apenas uma questão técnica.
Ela passou a ser uma questão de arquitetura, eficiência, governança e, principalmente, capacidade de execução.
Para mim, essa é uma das interpretações mais interessantes do tema deste IT Forum: crescer em ecossistema não significa simplesmente adicionar mais tecnologias. Significa fazer com que elas trabalhem juntas.

Inteligência operacional na Lecom: conectar decisão e execução
Na Lecom, usamos o conceito de inteligência operacional para falar justamente dessa capacidade.
Não basta ter informação. Não basta gerar um insight. Não basta ter uma IA capaz de recomendar o próximo passo.
A operação precisa conseguir transformar esse contexto em ação.
Pense, por exemplo, em um processo financeiro. Um documento pode ser recebido e interpretado por IDP; um agente de IA pode analisar contexto e regras; o BPM pode controlar etapas, responsáveis, SLAs e aprovações; um RPA pode acessar um sistema legado; o ERP pode registrar a transação; uma pessoa pode assumir as exceções; e os dados de todo esse workflow podem alimentar indicadores em tempo real.
Essa é a diferença entre uma coleção de tecnologias e uma operação conectada.
É também a lógica que orienta nossa plataforma: processos funcionam como uma camada de orquestração entre pessoas, sistemas, IA e diferentes tecnologias.
Onde entram BPM, RPA, IDP e agentes de IA?
Cada tecnologia tem um papel diferente.
BPM estrutura e orquestra o processo, controlando etapas, regras, responsabilidades e indicadores.
RPA é extremamente eficiente na execução de tarefas estruturadas e repetitivas, inclusive quando é necessário interagir com sistemas que não possuem integrações disponíveis.
IDP e IA ampliam a capacidade de interpretar documentos, informações e contextos.
E os agentes de IA adicionam uma nova possibilidade: planejar ações, consultar diferentes fontes, tomar decisões dentro de limites definidos e acionar sistemas ou automações para executar etapas de um processo.
O valor aparece quando essas capacidades deixam de competir e passam a se complementar.
Agentes de IA: a escala depende de processo e governança
Os agentes foram, naturalmente, uma das discussões importantes nas conversas sobre o futuro das operações no IT Forum 2026.
O interesse das empresas já é evidente. A pesquisa global de IA da Deloitte de 2026 aponta uma expansão acelerada da IA agêntica, mas mostra também uma diferença relevante entre adoção e maturidade: apenas cerca de 21% das organizações pesquisadas afirmam possuir um modelo maduro de governança para agentes de IA.
A McKinsey também identificou que 62% das organizações pesquisadas já estavam pelo menos experimentando agentes de IA, enquanto a maioria ainda não havia conseguido escalar a IA de maneira ampla pela empresa.
Isso mostra por que a conversa precisa avançar do agente isolado para a arquitetura operacional.
Um agente capaz de interpretar uma solicitação é útil. Mas o valor aumenta quando ele conhece o processo, entende quais sistemas pode acessar, possui limites de autonomia, registra suas ações e sabe quando uma exceção precisa ser encaminhada para uma pessoa.
É também nessa direção que estamos evoluindo o Roberty by Lecom, conectando RPA e agentes de IA à operação. A proposta é permitir que agentes interpretem solicitações e documentos, apliquem regras de negócio, acionem robôs e sistemas e encaminhem para pessoas aquilo que realmente exige julgamento.
E quanto mais autonomia existe, mais importantes se tornam governança, guardrails, rastreabilidade e AgentOps.
Quatro perguntas para CIOs antes de escalar IA
Depois das conversas que tivemos no IT Forum, eu resumiria parte dessa agenda em quatro perguntas:
- Qual processo de negócio queremos melhorar e qual resultado esperamos dele?
- Quais dados, sistemas e integrações precisam estar disponíveis para esse processo funcionar de ponta a ponta?
- O que deve ser executado por pessoas, automações tradicionais, RPA ou agentes de IA?
- Como vamos controlar permissões, decisões, exceções, versões, custos e rastreabilidade?
Começar por essas perguntas muda a discussão.
Em vez de procurar onde colocar uma nova tecnologia, a empresa passa a desenhar como quer que sua operação funcione.
O que aprendemos com o IT Forum 2026
Voltar ao IT Forum ajuda a colocar em perspectiva o quanto o mercado evoluiu.
Passamos da digitalização para a integração. Da automação de tarefas para a orquestração ponta a ponta. E agora começamos uma nova etapa, em que pessoas, sistemas, robôs e agentes de IA passam a dividir a execução dos processos.
Por isso, a frase desta edição faz tanto sentido: quem não conecta, não cresce.
O próximo salto das organizações não será simplesmente colocar mais IA no ambiente. Será construir um ecossistema capaz de transformar inteligência em ação, com integração, contexto e governança.
Para nós, é isso que inteligência operacional significa.
E foi muito bom voltar ao IT Forum, conversar com CIOs, clientes e parceiros e perceber que essa discussão já deixou de ser apenas uma visão de futuro. Ela está entrando, de fato, na agenda das operações.