Processos e Capacidades

Esse texto foi baseado no artigo de Paul Harmon ‘Processes and Capabilities’ para o blog BPM Trends.
Existem muitas discussões sobre a relação entre processos e capacidades. Não se pode oferecer uma solução definitiva para essa discussão, porque algumas das definições de ‘capacidade’ são incompatíveis uma com as outras. Segundo Paul Harmon, autor do livro ‘Business Process Change: A Manager’s Guide to Improving’, a abordagem mais útil para a definição é a utilização de recursos em um ambiente com foco no processo.
Vamos começar com algumas definições: Processo:
  • Um processo de negócio descreve de que forma o trabalho é realizado em uma organização.
  • O trabalho realizado em um processo de negócio transforma as entradas físicas ou informativos em saídas.
  • Um processo é composto por um conjunto de atividades.
  • O conjunto completo de processos de negócio de uma organização descreve todo o trabalho realizado por essa organização.
  • Um processo de negócio pode ser altamente estruturado e repetitivo ou ser pouco estruturada e apresentam alta variação.
Em outras palavras, quando usamos o termo ‘processo de negócio’, estamos nos referindo a tanto os processos em grande escala – como as cadeias e fluxos de valor – quanto para os processos de pequena escala – como tarefas e atividades. Resumidamente, um processo de negócio descreve como as coisas são feitas. Além disso, inclui uma descrição do objetivo do processo.
Capacidade:
 Na definição do dicionário, capacidade é ‘o poder ou a capacidade de fazer alguma coisa’. Em um contexto de negócios, uma capacidade descreve algo que uma organização é capaz de fazer. Uma capacidade descreve a possibilidade de realização de uma tarefa. Ou, se preferir, ela descreve o que resultaria se um processo fosse executado. Sem o conhecimento das capacidades da organização, é impossível mensurar o quanto ela é ‘capaz de produzir’.
Assim, uma determinada organização pode dizer que tem a capacidade de produzir. Porém,  essa capacidade não descreve como fazê-lo, mas simplesmente afirma que uma organização pode gerar um determinado resultado, se um processo adequado for executado.
Nós não discutimos capacidades quando falamos de redesenho de processos ou melhoria. Capacidades são geralmente usadas em discussões sobre arquitetura de negócios, em um nível mais alto do que as tarefas e as microações. Elas fornecem subsídios para que uma organização possa definir onde quer chegar, uma vez que discute sua possibilidade de chegar até lá.
Processos, capacidades e Arquitetura de Negócios.
O mais importante – dada a discussão sobre as diferenças entre processos e capacidades – é que quando iniciamos o desenvolvimento da arquitetura dos processos, não são discutidas as capacidades da empresa. Não importa quão bem estruturados estão os processos da sua empresa se não houver um alinhamento anterior sobre as capacidades da empresa. Uma cadeia de valor impecável somente é válida se contemplar as possibilidades da empresa de cumpri-la.
Uma das razões para haver tanta confusão sobre processos e habilidades é que as discussões sobre esses temas não tem sido claras. Os participantes dessas discussões são, por vezes, de áreas diferentes. Quando partem da área de TI, por exemplo, o foco é pensar nos processos apenas, sem grandes preocupações com uma visão mais longínqua sobre o negócio. Já quando parte de outras áreas, há muita preocupação com as capacidades da empresa, mas pouca em como aplicá-las efetivamente.
De modo simples, podemos dizer que as capacidades de uma organização vão nos mostrar até onde ela pode chegar. [tweet]Através dos processos, vamos garantir a qualidade e a agilidade com que vamos atingir esse objetivo.[/tweet]
E você leitor, o que pensa sobre isso?
Fonte: ‘Processes and Capabilities’ por Paul Harmon

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