Mesmo que ainda não utilize, você provavelmente já sabe o que são agentes de IA (inteligência artificial), certo? A questão, quando falamos dessa tecnologia, é compreender o alcance das ferramentas, suas funcionalidades e, claro, quais as vantagens de adotá-la. E, aliás, desde já adiantamos que os benefícios são muitos!
Veja, por exemplo, os dados da McKinsey & Co: numa pesquisa, ficou comprovado que 78% das companhias já utilizam IA para, pelo menos, uma função empresarial. No relatório, as áreas mais beneficiadas pela ferramenta foram vendas e marketing, desenvolvimento de produtos e serviços e operações. Contudo, a lista de funções não para por aqui.
Mas, afinal, o que são e para que servem os agentes de inteligência artificial? Quais os principais tipos e quais suas aplicações práticas?
Continue a leitura e descubra.
O que são agentes de IA?
Também chamados de AI agents, em inglês, são sistemas de inteligência artificial projetados para tomar decisões e executar ações de forma total ou parcialmente autônoma, com base em configurações pré-definidos. Ou seja, são softwares que interagem com outros sistemas, planejam etapas e executam tarefas com diversos níveis de complexidade.
As principais características dos agentes são:
- autonomia, ou seja, a capacidade de atuar sem intervenção humana;
- percepção de dados, sensores ou integrações para entendimento de contexto;
- raciocínio e aplicação de lógica para decidir os próximos passos;
- execução de tarefas via software ou “robôs”, a depender do tipo;
- capacidade de aprender por meio de feedback humano e machine learning (aprendizado de máquina).
Contudo, não basta entender o que são agentes de IA. Veja, a seguir, como esse sistema funciona.
Como funcionam os agentes de inteligência artificial?
Os principais agentes de IA em processos de negócios funcionam de forma cíclica e contínua, sempre em busca de entregas de valor e, claro, evolução constante. No total, são 4 etapas fundamentais:
- Percepção e compreensão do ambiente;
- Raciocínio e planejamento das execuções;
- Ação;
- Aprendizado e feedback.
A seguir, explicamos cada fase.
1. Percepção
A primeira ação do agente é a coleta de informações do ambiente por meio de dados, APIs, sensores, documentos ou mensagens do usuário. É o momento de compreender sua função num fluxo de trabalho e quais os resultados que deverá entregar ao final das ações.
2. Raciocínio e planejamento
Nesta fase, os agentes analisam os dados da etapa anterior, com todas as regras e orientações pré-estabelecidas, para determinar como realizar as ações. Aqui, o software pode “quebrar” um objetivo em sub-tarefas para garantir o melhor resultado.
Se a tarefa é, por exemplo, selecionar o melhor candidato para uma vaga, o sistema pode incluir como ação intermediária a análise de critérios específicos que agregam valor à empresa, como conhecimentos técnicos ou habilidades sociais mais desenvolvidas.
3. Ação
Por fim, os agentes de IA interagem com outros sistemas ou tomam decisões que geram resultado: envio de e-mails, atualização de um banco de dados, abertura de um ticket ou geração de relatório, por exemplo. É nesta fase em que o software entra em ação de fato e executa aquilo que foi programado para fazer.
4. Aprendizado e feedback
Após a fase de ação, o próprio sistema registra resultados e gera relatórios de performance. Esta fase permite que a gestão analise as entregas e compreenda a eficácia dos agentes na prática. Com base nessas informações, é possível implementar melhorias, observar pontos de vulnerabilidade e buscar a melhoria contínua.
Em resumo, essa é uma explicação sobre o que são agentes de IA em ação. O próximo passo é conhecer os principais tipos de sistemas.
Quais são os tipos de agentes de IA?
A classificação dos diversos tipos de agentes de IA depende da forma de funcionamento, nível de autonomia, capacidade de raciocínio, benefícios percebidos e uso de memória de cada sistema. Os principais são:
- reativo simples;
- baseado em modelo;
- com base em objetivo;
- baseado em utilidade;
Vamos explicar, na tabela a seguir, o que são os agentes de IA de cada tipo e seus detalhes.
|
|
Como funciona |
Força |
Aplicações práticas de agentes de IA |
|
Agente reativo simples |
Age apenas com base no estado atual do ambiente, sem memória ou aprendizado |
Rápido e eficiente em tarefas repetitivas, com regras estritas e bem definidas |
Robôs de limpeza que mudam de direção quando encontram obstáculos |
|
Agente baseado em modelo |
Cria uma representação interna (modelo) do ambiente, que ajuda a lidar com situações mesmo quando não detém todas as informações com antecedência |
Consegue simular e prever resultados antes de agir |
Assistentes virtuais que consideram histórico de interações para responder com mais contexto |
|
Agente com base em objetivo |
Age com foco em metas específicas e planeja ações para alcançá-las |
Tem capacidade de planejamento e tomada de decisões estratégicas |
Agente de logística que organiza rotas de entrega para reduzir o tempo e custo |
|
Agente baseado em utilidade |
Não busca apenas o objetivo, mas avalia qualitativamente os resultados possíveis para determinar ações |
Toma decisões automatizadas e considera múltiplas variáveis (tempo, custo, satisfação) |
Sistemas de recomendação de produtos que considera relevância, estoque e margem de lucro |
|
Agente aprendiz |
Melhora seu desempenho com o tempo por meio de feedback e machine learning |
Avalia o desempenho, atualiza conhecimentos e age com base no ambiente |
Sistema de RH que ajusta critérios de seleção com base nos candidatos já contratados com melhor desempenho |
|
Multiagentes |
Reúne vários agentes em cooperação ou competição |
São muito úteis para problemas distribuídos ou complexos, que precisam de várias “especialidades” em comunicação |
Gestão de tráfego inteligente, em que diferentes agentes controlam semáforos de forma coordenada |
Ao compreender quais são os tipos de agentes de IA, você consegue basear sua escolha na hora de adotar essa tecnologia na empresa. Contudo, não basta apenas conhecer as diferenças de cada um: é importante contratar boas soluções para garantir resultados positivos e de valor.
Automação com inteligência artificial é com a Lecom!
Agora que você já sabe o que são agentes de IA e como cada tipo funciona, o próximo passo é conhecer a plataforma capaz de te ajudar na implementação de tecnologias transformadoras e potentes, não apenas na entrega de resultados, como na evolução constante.
E, com a Lecom, a automação com inteligência artificial é apenas o começo da evolução! Com nossa plataforma, a ASICS reduziu 50% do tempo de execução de processos e a Ser Educacional economizou 15 mil horas de trabalho ao ano!
A mudança que você busca e a melhoria que seu negócio merece está na Lecom! Conheça nossa solução de BPM (gestão de processos de negócios) e saiba como podemos te ajudar!
FAQ
Qual a diferença entre agentes de IA e chatbots comuns?
Agentes de IA são sistemas autônomos capazes de perceber, planejar e executar tarefas complexas, enquanto chatbots comuns apenas respondem a perguntas pré-programadas. A principal diferença é que os agentes podem interagir com múltiplos sistemas, aprender com experiências e tomar decisões, muito além do diálogo simples.
Onde os agentes autônomos de IA podem ser aplicados nos negócios?
Agentes de IA podem ser aplicados em diversas áreas, especialmente aquelas com processos repetitivos. Por exemplo:
- atendimento ao cliente (resolução automática de demandas simples);
- recursos humanos (triagem de currículos e onboarding);
- finanças (gestão de pagamentos e compliance);
- marketing (análise de dados e campanhas personalizadas);
- supply chain e operações (monitoramento de estoques e logística inteligente).
Agentes de IA substituem pessoas ou trabalham em conjunto?
Não, esses sistemas funcionam como assistentes digitais que automatizam tarefas repetitivas e liberam tempo para que os colaboradores se concentrem em atividades estratégicas, criativas e de tomada de decisão. O modelo mais eficiente é o de colaboração entre agentes de IA e pessoas.