Quanto maior a demanda de uma empresa, maior a necessidade de controlar e otimizar processos, bem como integrá-los entre equipes e setores. Nesse sentido, compreender o que é RPA é um passo fundamental.
Segundo o Market Research Future, o valor de mercado de RPA deve alcançar o patamar de US$42,38 bilhões em 2032 — um aumento de 24,37% em relação a 2024.
Para te ajudar a entender mais sobre as principais técnicas de gerenciamento e otimização de processos, continue a leitura.
Hoje, falaremos sobre o que é RPA, quais as vantagens de implementar essa tecnologia na empresa e quais seus principais tipos.
O que é RPA?
De acordo com o Gartner, RPA é uma ferramenta de produtividade para realizar tarefas burocráticas e repetitivas de forma automática, direcionada por “scripts” com as regras para cada execução. Ou seja, aqui, não é preciso empregar força de trabalho humana para que os processos sigam seu fluxo.
O próprio sistema cria bots (robôs) para executar as tarefas. Dessa forma, os trabalhadores ficam livres para executar atividades mais relacionadas à criatividade e com maior valor agregado, enquanto as ações burocráticas e repetitivas são automáticas.
Quais os principais tipos de RPA?
O RPA pode ser classificado com base na forma de atuação dos bots e no nível de autonomia da ferramenta. Veja, a seguir, quais os três principais tipos.
1. RPA assistido — Attended RPA
O robô atua em conjunto com o usuário humano, com ativação manual. Executa parte das tarefas, geralmente no computador ou sistema do próprio usuário.
Por exemplo: um atendente de call center que aciona o software de RPA para preencher dados do cliente durante uma ligação.
2. RPA não assistido — Unattended RPA
O bot trabalha de forma totalmente autônoma, sem necessidade de intervenção humana. Sua programação inclui a iniciação e execução de tarefas de forma automática.
Por exemplo: o processamento de faturas ou geração de relatórios financeiros fora do horário comercial.
3. RPA híbrido — Hybrid RPA
Aqui, há uma combinação dos dois tipos anteriores: robôs assistidos e não assistidos trabalham em sinergia, com repasse automático de tarefas entre humanos e máquinas.
Por exemplo: um colaborador coleta dados com um bot assistido e, em seguida, envia as informações para outro assistente virtual para processá-los.
Quais as vantagens de implementar o RPA?
Cada tipo de RPA oferece um benefício específico para organizações, a depender de sua aplicação. Contudo, essa tecnologia, de modo geral, oferece uma vasta gama de vantagens estratégicas, independentemente da modalidade. Veja, a seguir, as principais.
- aumento da produtividade;
- redução de erros operacionais;
- redução de custos;
- agilidade na execução de processos;
- melhoria na conformidade;
- melhoria na experiência do cliente.
Quanto mais específicas as atribuições da ferramenta, mais pontuais as vantagens de implementar o RPA. Especialmente se considerar que existem inúmeras possibilidades de combinação entre esta ferramenta e outras tecnologias.
Integração de RPA com outras tecnologias de gestão: é possível?
De forma resumida, sim: você pode integrar o RPA da empresa a outras tecnologias, especialmente ao BPM (Business Process Management, Gestão de Processos de Negócios), para adicionar uma camada extra de organização e controle às suas atividades.
Essa união, inclusive, representa uma evolução significativa para companhias que buscam novas formas de automatizar as atividades, como veremos a seguir.
Como usar RPA e BPM juntos — é possível?
Agora, além de saber o que é RPA, você já entende que a união dessa tecnologia com outras é, mais do que apenas vantajosa, altamente recomendada. Antes de compreender mais sobre essa junção, contudo, é importante reforçar alguns conceitos essenciais:
- o significado de RPA está diretamente relacionado à sua função, ou seja, a automação robótica dos processos;
- já o BPM é uma abordagem de organização, ou seja, mais abrangente e ampla.
Dessa forma, podemos assumir que o RPA é uma ferramenta do BPM: enquanto este organiza o fluxo de trabalho como um todo, o primeiro executa atividades específicas de maneira automática.
Para explicar melhor, imagine o onboarding de novos funcionários, em que o processo de boas-vindas envolve várias etapas e departamentos.
Neste exemplo, enquanto o BPM modela o fluxo de recepção, com todas as etapas, desde a admissão até a integração do funcionário ao seu posto, o RPA executa as atividades deste fluxo. Resumidamente, o funcionamento é da seguinte forma:
- o BPM aponta a obrigatoriedade de recebimento de carta de admissão; o RPA preenche os dados do colaborador no documento;
- o BPM indica a necessidade de criação de e-mail e senha para login nos sistemas da companhia; o RPA executa as ações e as transmite para os responsáveis.
Em outras palavras, o software de gestão de processos aponta o que fazer e o sistema de automação robótica executa a tarefa, de forma coordenada e baseada nas regras operacionais definidas pela companhia.
O que é RPA sem o BPM?
Mesmo sozinho, o RPA é uma excelente ferramenta para o seu negócio. Isoladamente, essa solução executa tarefas repetitivas, com base no que você define em suas configurações.
Em outras palavras: sem o BPM, a automação robótica é um software operacional isolado, sem visão completa ou integrada sobre os processos da empresa. Nesse cenário, os bots têm alcance limitado e, portanto, não representam a totalidade do que a ferramenta pode oferecer quando alinhada aos princípios da gestão de processos de negócios.
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Agora que você já sabe o significado de RPA, suas aplicações, vantagens e como associá-lo a outras tecnologias de gestão, por que dar o próximo passo e começar a evoluir seu fluxo de trabalho?
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