No Shared Services Leadership Forum 2025 (SSLF 2025), líderes e especialistas mostraram que os Centros de Serviços Compartilhados (CSCs) estão deixando de ser áreas de suporte para se tornarem hubs estratégicos de inovação.
O conceito de CSC além do backoffice mostra que o impacto dessas estruturas vai muito além das áreas administrativas — alcança colaboradores, fornecedores, parceiros e até o cliente final.
Do suporte ao impacto estratégico
Tradicionalmente, os CSCs nasceram para centralizar atividades financeiras, contábeis e administrativas. Mas, como ficou claro no SSLF 2025, essa visão já não basta.
Hoje, o CSC é chamado a:
- Automatizar processos de ponta a ponta, não apenas tarefas isoladas.
- Melhorar a experiência de stakeholders externos, como fornecedores e cooperados.
- Gerar dados estratégicos que apoiam a tomada de decisão.
Ou seja, o CSC deixa de ser centro de custo e passa a ser fonte de valor e inteligência para o negócio.
O desafio da dependência da TI
Um dos grandes desafios apontados foi a dependência excessiva da TI.
Cada vez que as áreas de negócio precisam pedir suporte técnico para ajustar processos ou implementar automações, a transformação desacelera e os custos aumentam.
A saída? Plataformas low-code e no-code, que permitem criar e ajustar fluxos sem programação.
Isso dá às áreas de negócio autonomia para inovar, enquanto a TI atua como parceira estratégica, e não como gargalo.

Hiperautomação como caminho inevitável
No evento, destacou-se que os CSCs que adotam tecnologias como RPA (Robotic Process Automation) e IA (Inteligência Artificial) conseguem:
- Reduzir erros e custos operacionais;
- Garantir conformidade e rastreabilidade;
- Tomar decisões em tempo real com base em dados;
- Escalar processos com consistência e segurança.
Esse movimento conecta-se ao conceito de hiperautomação, em que diferentes tecnologias trabalham juntas para transformar não só tarefas, mas toda a jornada de processos.
Um case que inspira
Durante o SSLF 2025, Dário Oliveira, Gerente Executivo de Serviços Compartilhados da Cooperativa Frisia, mostrou como o CSC da organização evoluiu de suporte administrativo para agente de inovação.
Com apoio da plataforma Lecom e da consultoria Join4, a Frisia transformou a gestão de processos e ganhou mais eficiência interna e impacto para fornecedores e cooperados.
O futuro dos CSCs
As discussões do SSLF 2025 confirmam: o CSC além do backoffice é o futuro.
Ele deixa de concentrar tarefas administrativas e passa a ser hub de inovação, inteligência e experiência — conectado a toda a cadeia de stakeholders.
Com processos inteligentes, apoiados por IA, RPA e autonomia low-code/no-code, os CSCs se tornam mais:
- Escaláveis: crescem sem perder eficiência.
- Confiáveis: oferecem transparência e governança.
- Estratégicos: liberam pessoas para iniciativas de alto valor.