A retomada da visão de processos

Continuando com a série de posts sobre Gestão de Processos, o Lecom em Ação de hoje conta com a participação de Rodney Antonio Repullo. O executivo é CEO da Magic Software Brasil, empresa provedora de tecnologias para o desenvolvimento e integração de aplicações de negócios baseadas em mobilidade, SaaS, SOA e BPM. Confira o artigo e dê sua opinião: É fato que os ERPs, desde os anos 90, dominam os investimentos de TI e se tornaram um dos pilares de todas as corporações; porém há um outro fato que merece destaque e vem recebendo cada vez mais reconhecimento do mercado: a retomada da visão de processos.

É simples e óbvio: uma empresa pode ser vista como um conjunto de processos, que se bem orquestrados, fará com que os resultados da empresa sejam maximizados. Contudo, infelizmente muitos ainda insistem em não aceitar o simples e o óbvio como natural e permanecem dependentes do emaranhado de opções de Menu em seu ERP Tradicional.

Então nos perguntamos: Ao olhar para ERP, em seu formato tradicional, onde está a visão de processos? Quantos pedidos temos em processo, com quem estão estes pedidos, quanto tempo leva para que esses pedidos sejam processados? [… silêncio…] A visão de processo muitas vezes está implícita ou inexistente no ERP.

Além disso, como a busca por eficiência e resultados não se contenta com esse modelo, a consequência é a natural sobrecarga dos usuários, que vem sendo muito exigidos devido à falta de apoio dos atuais sistemas.

Diante dessa exigência, os usuários precisam memorizar procedimentos, processos, lista de tarefas, etc. A partir daí, o ERP reage aos comandos dos usuários, que obviamente são os responsáveis quando algo sai errado, pois a orquestração depende de sua memória, os tempos dependem de suas ações e os resultados da empresa estão atrelados aos limites da qualificação de pessoas (que é matéria para outro post).

Os processos estão mapeados tacitamente, ou seja, na cabeça das pessoas, e dependemos excessivamente da memória dos usuários. Precisamos compreender que o ERP foi concebido para executar tarefas e não para orquestrar processos, com exceção da área de manufatura que nunca abriu mão de ser vista como uma seqüência de atividades.

Vamos ver as exceções: alguns fornecedores já perceberam a importância de realizar a Gestão de Processos e vem incorporando conceitos de BPM (Business Process Management), Workflow e Integração de Processos em seus sistemas. Sorte de quem já percebeu, pois isso hoje é um diferencial na escolha de um novo ERP.

O que fazer se o seu ERP não possui essa característica e te disponibiliza apenas menus, telas e relatórios sem orquestrar os processos? Não, não precisa trocar o ERP. A parceria da Magic Software com a Lecom criou uma solução conjunta, composta Atos Workflow e pelo iBOLT da Magic Software, trazendo a totalidade do conceito de BPM (Business Process Management).

Dessa forma, essa solução conjunta vem auxiliando várias empresas a orquestrar seus processos, integrando sistemas, eliminando erros, retrabalhos e trazendo aos usuários uma lista de tarefas, sem exigir que eles lembrem e se responsabilizem unicamente pelas ações na empresa.

O Atos Workflow assume o papel de orquestrar os processos e sistemas com o apoio do iBOLT, que executa de forma simples e gerenciada as integrações com os sistemas. A área de TI já possui o avanço suficiente para não mais sobrecarregar os usuários, se tornando a real responsável por orquestrar processos e sistemas.

Ao entrar no Atos Workflow, ao invés de ver menus, você verá sua lista de tarefas integradas aos sistemas, com a definição do processo de forma explícita no sistema e pronta para disparar a próxima tarefa, assim que sua etapa for concluída. Outro movimento que reforça a importância dessa solução é a mobilidade, que também é matéria para outro post, mas que traz uma demanda por ações pontuais em processos de forma móvel.

A nova onda do BPM está avançando sobre a antiga onda do ERP, para revigorá-lo e retomar a visão de processos em busca de melhores resultados. Pense nisso!

4 Comentários


  1. Excelente matéria, que demonstra com muita transparência a importância de se integrar novas tecnologias "especialistas" em processos, junto aos ERP's.

    Muitas vezes visualizo um enorme esforço (e aqui cito enormes custos) em busca de desenvolver no próprio ERP algumas funcionalidades e vejo que no final, esta ação resolve parcialmente a questão, não ofecerendo diversos benefícios já disponíveis em um ferramenta de orquestração de processos, como o ATOS LECOM, por exemplo.

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