Ontem, tive o privilégio de participar do GenAI Summit 2025, promovido pela Deloitte, no DotHub, seu centro de inovação na América Latina.
O evento reuniu líderes de grandes empresas, de diferentes setores, para discutir o que é real e o que é exagero quando falamos de Inteligência Artificial Generativa, participei de um bate-papo ao lado dos executivos Felipe Pojo da Amazon Web Services (AWS), Gabriel Braga Araújo da Palo Alto Networks , Harold Schultz Neto da MakeOne e Nilton Kazuyuki Ueda da própria Deloitte. E o painel do qual participei, foi direto ao ponto:
O estado da arte. O que a tecnologia é, de fato, capaz de nos oferecer?
Minha resposta foi simples:
“Tudo é hype, até que gere resultado real.”
Não é sobre tecnologia. É sobre como aplicamos.
Nos últimos anos, vimos a IA ganhar manchetes, investimentos, hype. Mas também vimos muitas implementações que resolveram um pedaço… e travaram o todo. Porque ainda há quem tente resolver o futuro com estruturas do passado. Sem processo. Sem estratégia. Sem preparar as pessoas.
IA exige processo e processo exige orquestração
Durante a plenária, compartilhei um case do Gov.br, no qual aplicamos IA em um processo de reembolso médico internacional. Já havia automação. Mas os gargalos ainda exigiam esforço humano. Foi aí que entramos. Inserimos IA nos pontos certos, com fluxo estruturado e governança. O resultado?
98% de eficiência. Sem intervenção humana.
Esse é o tipo de entrega que reforça o que acredito: IA não é algo que se pluga. É algo que se desenha.
O risco da automação mal distribuída.
Usei no painel uma analogia que tem me acompanhado nos últimos tempos: o RPA, que deveria ser solução, em muitos casos virou “robot task automation”.
Automatiza-se um pedaço, cria-se um silo. Uma área melhora, outra afunda. O gargalo só muda de lugar.
Automatizar sem orquestrar é só reorganizar a bagunça. Transformar, de verdade, é repensar o processo como todo.
Liderança: do discurso à ação
Outro ponto discutido foi o papel da liderança na jornada com IA. Não adianta inspirar se não houver capacidade de priorizar, testar, ajustar e, principalmente, integrar.
Liderar essa transformação exige algo além de conhecimento técnico. Exige visão. Exige coragem para abrir espaço para o novo. Exige maturidade para estruturar o presente.
Tecnologia não falta. O que falta é método.
Modelos, dados, frameworks, soluções… tudo isso está disponível. Mas falta quem orquestre. Falta quem conecte estratégia a execução. Falta quem veja a IA como parte de algo maior: a jornada de transformar processos, pessoas e resultados.
E o papel da Lecom?
Fomos a única nacional presente no painel principal. E não por acaso. Estamos onde os desafios são reais, onde as decisões têm peso e onde a tecnologia precisa funcionar, não em conceito, mas em operação.
Levamos ao palco nossa visão de hiperautomação, governança e inteligência aplicada a processos de ponta a ponta. Fomos ouvidos. Mas, mais do que isso, fomos compreendidos.
Porque a Lecom não vende ferramenta. A Lecom entrega transformação.
Para encerrar: qual o seu papel nesse novo ciclo?
A IA vai seguir evoluindo. Vai seguir provocando. Vai seguir empurrando empresas para decisões difíceis. A pergunta é: você está organizando seus processos para isso?
Está preparando sua equipe? Está criando governança? Está construindo, de fato, as fundações para a IA ser mais do que hype na sua empresa?
Se a resposta for “ainda não”, tudo bem. O momento de começar é agora.
Mas comece com propósito. Com método. Com gente que sabe fazer.