Não faltam metas ambiciosas para o RH dentro das organizações. O desafio é que, na prática, muitos desses times ainda estão soterrados por tarefas operacionais: aprovações por e-mail, controle em planilhas, admissões feitas manualmente, retrabalho entre áreas.
E a culpa não é da equipe. A culpa é do processo.
Foi com essa provocação que começou o webinar “Do operacional ao estratégico: o papel do RH na era da IA”, apresentado por Douglas Zilio, arquiteto de soluções da Lecom. O evento reuniu profissionais de RH e CSCs de todo o Brasil, interessados em escalar sua operação com inteligência e sem perder o fator humano.
Assista à gravação completa:
O que (ainda) trava o RH?
Durante o encontro, Douglas trouxe dados recentes que escancaram o abismo entre o que se espera do RH e o que é possível fazer com as ferramentas e fluxos atuais:
- 65% das tarefas gerenciais devem ser automatizadas até 2025 (Harvard Business Review)
- A automação em RH cresceu 600% nos últimos anos (Deel)
- Apenas 1% dos CEOs acreditam que o RH liderará a transformação digital nas empresas (Gartner)
Ou seja: há expectativa de mudança. Há tecnologia disponível. Mas ainda há uma grande distância entre os dois pontos e ela se chama processo mal desenhado.
Processos que travam pessoas
Provocamos uma reflexão importante: tudo na empresa é processo.
Quando um processo está desalinhado, ele trava o fluxo, gera retrabalho e consome energia onde não deveria. E no RH, esse impacto é ainda mais sensível, porque afeta diretamente a experiência de quem mais importa: as pessoas.
Entre os exemplos citados no webinar, alguns se destacaram pela frequência com que aparecem em empresas de diferentes segmentos:
- Admissão: com coleta de documentos despadronizada, aprovações manuais e pouca visibilidade
- Férias: aprovadas por e-mail, com riscos jurídicos e comunicação descentralizada
- Desligamento: burocrático, demorado e dependente de múltiplas áreas
- Treinamento: sem controle de plano, metas e engajamento
- Cadastro de fornecedores e benefícios: repleto de planilhas e falta de trilha de auditoria
Esses processos, quando não estruturados, tornam o RH refém da operação e impedem que o time avance naquilo que realmente importa: cuidar de pessoas, desenvolver cultura, apoiar a estratégia.
Clientes que destravaram o RH
Para além dos dados, o webinar apresentou resultados reais de empresas que já automatizaram seus fluxos de RH com a plataforma Lecom. A seguir, alguns destaques:
Normatel
- Desafio: Processo de admissão era um gargalo, com retrabalho constante
- Solução: Automação com IA e OCR para validação de documentos
- Resultado: Redução drástica no tempo de contratação e controle total do fluxo
Servier do Brasil
- Desafio: Processos como solicitação de treinamentos e cadastro de fornecedores eram caóticos
- Solução: Automatização de apenas 4 fluxos críticos
- Resultado: Mais de 5.000 horas otimizadas por ano, com rastreabilidade e agilidade
Desktop
- Desafio: RH enfrentava crescimento acelerado com novas aquisições
- Solução: Implantação de +50 fluxos de RH e backoffice em 6 meses
- Resultado: Padronização e governança, com cada nova empresa operando em até 45 dias
Sicoob
- Desafio: Processos lentos e não rastreáveis em cooperativas filiadas
- Resultado: Redução de 80% no tempo operacional do RH com fluxos inteligentes
Ser Educacional
- Resultado: Processos que levavam 3 dias agora são resolvidos em até 2 horas
O que é automação inteligente no RH?
Diferente de soluções engessadas ou dependentes da TI, a plataforma Lecom permite que o próprio time de RH modele, orquestre e otimize seus fluxos, de forma simples e intuitiva.
Durante o webinar, foi feita uma demonstração real do processo de admissão digital, com etapas automatizadas como:
- envio de documentos
- verificação via IA
- alertas com prazos e responsáveis
- integração com sistemas de folha e benefícios
- dashboards com SLAs e rastreabilidade
Tudo isso com o apoio de IA generativa e uma interface low-code, que dá autonomia para o RH evoluir seus próprios fluxos.
Da prática para a estratégia
O encontro trouxe uma visão prática e acessível sobre como qualquer RH, mesmo em estruturas complexas, pode dar os primeiros passos para se tornar mais estratégico.
A provocação final é clara: não é sobre tecnologia. É sobre processos.
Automatizar não é perder o fator humano: é garantir que ele seja o foco.
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