Quem sabe faz a hora não espera acontecer

Por Márcio Pereira, Executivo de Negócios Lecom Marcio Pereira

Notícias sobre crise econômica, escândalos na política, aumento da violência, falência do sistema educacional não são, infelizmente, novidades. Mudam apenas os personagens, as causas e a intensidade. Mas sabemos que notícias deste tipo não são permanentes e que como todas as crises elas são cíclicas, isto é, elas voltam, mas também um dia vão embora.

Gostaria de chamar a atenção para o impacto que elas vêm causando nas pessoas.Tenho me deparado com profissionais preocupados em garantir que em meio à crise ao menos aquilo que foi planejado seja executado. É evidente que cumprir o planejamento é primordial, mas estão tão mergulhados na crise que sequer conseguem ouvir sobre oportunidades, transformações ou melhorias.

Entretanto, a reflexão que proponho aqui é: e se for demonstrado que, mesmo em meio à crise, a empresa pode conseguir ganhos reais, inclusive financeiros?  E se, além disto, for demonstrado que haverá,ainda,ganhos outros como maior agilidade na execução dos processos, aumento da confiabilidade nos processos, maior satisfação dos envolvidos e redução de riscos?

Imagino que, num primeiro momento, alguns irão concordar que se deve sempre estar atento para ouvir sobre melhorias. Mas também sei que, num segundo momento, indagarão sobre o que adianta simplesmente ouvir já que não há crédito disponível, não há capital para se investir?

Porém, e se eu disser que é possível investir nesta melhoria usando, exatamente, o resultado dos ganhos obtidos com a sua própria implantação, ou seja, sem a necessidade de novos recursos? E se, além disto o salto na qualidade na execução dos processos permitir os ganhos citados? O que acham disto em meio a um noticiário pessimista como o atual?

Compreendo que motivos de naturezas diversas podem levar as empresas a não investirem em melhorias. Todavia, prefiro pensar que o real motivo disto não estar ocorrendo hoje seja apenas o impacto negativo do noticiário naqueles que decidem. Quero crer que a falta de atitude e de coragem que tenho presenciado sejam fruto do pessimismo que as abateu e que as impedem de olhar para além, para quando a crise passar.

Em sendo este o diagnostico real fico aliviado, pois é fácil vencermos uma postura pessimista.  Minha dica para aqueles que decidem é que,em momentos de crise como o atual, além da execução do planejamento, fiquem atentos e abertos a conhecerem oportunidades de melhorias em seus processos.

Concluo dizendo que esta crise passará e levará com ela este noticiário. Foi assim com todas as crises anteriores. Não será diferente agora. E quando isto acontecer se destacarão aquelas empresas que investiram na melhoria dos seus processos. E se destacarão no mercado de trabalho aqueles profissionais de visão que atentos não esperaram a crise passar e investiram na hora certa.

Por fim, para ilustrar o que quero dizer, lembro de uma frase da canção “Pra não dizer que não falei das flores”, do poeta Geraldo Vandré, onde dizia ele que “quem sabe faz a hora não espera acontecer”.

 

Marcio Pereira

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