3 motivos do porquê o projeto BPM não deu certo na sua empresa

Coitado do BPM! Tantas vezes é rechaçado nas rodas de discussão e a culpa nem era dele. Costumamos colocar uma carga de responsabilidade nas costas dele que muitas vezes deveriam estar na nossa! E aí acontece o mais grave: o projeto BPM não deu certo na sua empresa.

Há inúmeros motivos que poderiam causar isso. Renderia uma série enorme de posts aqui no blog! Porém, separamos 3 motivos que acreditamos serem os mais comuns.

Com vocês, os 3 motivos do porquê o projeto BPM não deu certo na sua empresa:

 1- Pensar que o modelo de negócio é igual de TI

Desista. O profissional de negócio não pensa igual o profissional de TI. Por conta disso, não adianta achar que o uso de BPMN irá resolver o problema dessa divergência. Claro, é uma notação e ela serve para padronizar justamente aquilo que é diferente entre as áreas. Porém, no desenho do pessoal de TI há outros pontos a serem validades, como integrações e validações. Já no desenho do pessoal de negócios, o foco é outro e muitas vezes não traduz para o profissional de TI a real intenção dele.

Aposto que você já cansou de ouvir frases como:
“O pessoal de TI não conseguiu entender o que eu queria”
“O cara de negócio todo dia pedia uma coisa diferente”

Exemplo BPMS - Blog Lecom BPM
Exemplo BPMS

Esse embate não vai acabar e o que precisamos é assumir que são áreas com pensamentos diferentes e que – justamente por isso – não podem ficar tão distantes. Veja a imagem abaixo como a distância entre as áreas gera um verdadeiro telefone sem fio:

E podemos ir além. O problema de distanciamento entre as áreas é tão grande que implica diretamente no custo de um projeto.
Como podemos ver na imagem abaixo, o maior custo de um projeto está na programação, porém a culpa de retrabalho representa apenas 7% para essa etapa. O grosso da origem dos retrabalhos está nos requisitos. Ou seja, uma parte que não sabe se explicar e outra parte que não sabe entender.

Fontes de retrabalho de um projeto BPMS - Blog Lecom BPM
Fontes de retrabalho de um projeto BPMS

Por esses motivos, o projeto pode não funcionar. A área de negócios tenta explicar suas necessidades para a área de TI, que tenta resolver encontrando a melhor solução, baseando-se em uma realidade muitas vezes irreal.

Afinal, como resolver isso?

A área de negócios precisa estar presente e o BPMS permite isso. Com uma solução prática e intuitiva, a própria área de negócio desenha e prototipa a solução para o seu problema. A área de TI fica com os assuntos realmente relacionados ao que sua área é demandada, como as integrações e especificações mais técnicas que possam a vir serem necessárias. Muito mais eficiente, não é?

Assim, o que antes era: especificações técnicas, diagramas técnicos, codificação pura, protótipos “fakes”, passa a ser: modelos e fluxos, regras e campos automáticos, telas automáticas e reais.

Eliminamos dessa maneira o gargalo que era transmitir o que achava ser o problema para alguém que achava ter a solução. Colocamos as equipes para trabalharem naquilo que realmente são especialistas e assim temos um projeto muito mais funcional!

 2- Pensar que o projeto BPM pode correr uma maratona

Sabemos da TI bimodal: maratona e sprints.
Os projetos de TI maratonistas visam enormes entregas, com grandes períodos e equipes totalmente focadas. Funcionam muito bem para diversos projetos. Porém, será que essa não foi a causa do fracasso do BPM na sua empresa?

Lembre-se que um projeto BPM visa na solução. Se o projeto ideal para quem está a pé é a construção de um avião, se oferecermos uma bicicleta enquanto o avião é produzido isso já gerará um enorme aumento de eficiente, não é? A mesma coisa acontece com BPM.

Quando trabalho por sprints, ciclos de entrega, as soluções são melhores conduzidas e seus resultados aparecem de maneira mais palpável e rápida. Além disso, o risco de entrega de algo que não resolve o problema é mitigado.

Outro ponto melhorado com o trabalho por ciclos é a cultura organizacional, que pouco a pouco se entrelaça com a cultura do BPM. Nada de assustar os colaboradores com uma reviravolta repentina em suas rotinas.
Com esses pontos, a curva de aprendizado do projeto sobe rapidamente, já que ele acontece a cada ciclo e não apenas ao final do projeto.

Curva de aprendizado na implantação de BPM - Blog Lecom BPM
Curva de aprendizado na implantação de BPM

 3- Achar que o projeto BPM vai salvar o mundo

“É triste, mas é verdade: o BPM não é o Batman. Muitas vezes a melhor solução não será a implantação de BPM e precisamos aceitar essa dura realidade.”

Quando pensamos que o projeto BPM pode solucionar todos os problemas da organização, estamos enganados. Há muitas outras soluções no mercado que podem ser muito mais eficientes para alguns cenários. Precisamos ter a maturidade para utilizar a melhor tecnologia existente para atender as demandas organizacionais de software.

Além do BPM, temos no mercado produtos standart e o desenvolvimento de aplicações especialistas. Cada um resolve perfeitamente uma necessidade.

Veja abaixo. A automação de processos é, sem dúvida, a melhor solução para controle de fluxo de trabalho em aplicações restritas. Não adianta achar que ele será o melhor para solucionar necessidades que demandam funcionalidades especialistas que seu projeto afundará.

Utilização de BPM - Blog Lecom BPM
Utilização de BPM

Assim, use o BPM para o que ele realmente é bom e saiba escolher outros produtos quando a demanda da organização solicitar isso.

E aí, encontrou o motivo de não ter dado certo na sua empresa?

Quer tentar de novo, agora com foco no resultado?

Aproveita e dá uma olhada no Lecom BPM e bons projetos!

 

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