BPM na Era Digital, uma ferramenta estratégica?

Transformação digital é um tema efervescente e continuará roubando a cena em variadas discussões, apresentações, reportagens e posts, durante um bom tempo. Até porque ainda provoca aquecidos debates e estudos para que seja possível concretizá-la de forma mais assertiva. E o BPM na Era Digital, será uma nova estratégia para as organizações?

Foi com objetivo de entender isso, que nasceu o estudo BPM in the Digital Age, realizado por três especialistas. São eles: Maximilian Röglinger, Michael Rosemann, Ulrich König e Georgi Kerpedzhiev. Eles uniram esforços por meio de universidades, empresas de pesquisa e projetos e trouxeram à tona informações valiosas.

O levantamento não teve divulgação pública, no entanto, tive a oportunidade de conversar com o professor Maximilian Röglinger, da universidade australiana Queesland University of Technology, sobre alguns resultados e suas análises. Segundo ele, o BPM precisa adotar os desafios e as oportunidades na economia digital para continuar a ser um recurso de gestão relevante com impacto estratégico. E apontou seis tópicos que devem caracterizar BPM na era digital: dados, humanos, oportunidades, redes, contexto e mudança.

Cada um deles pode ser operacionalizado por um conjunto de áreas de capacidade de BPM. Sendo que as organizações podem avaliar e desenvolver, dependendo de suas necessidades específicas. “Estou convencido de que abordar os recursos de BPM na era digital pode contribuir para o sucesso corporativo a longo prazo“, acredita.

Ferramenta BPM –  um olhar estratégico?

O alerta que ele faz às organizações é que elas devem priorizar esses recursos e tratar o BPM como uma ferramenta estratégica. E mais: “O BPM é um meio, não um fim. Cada investimento em BPM exige um caso claro de negócio, mesmo na era digital.“

A pesquisa revelou ainda que o BPM na era digital enfrenta desafios e oportunidades em todos os seus principais elementos. Como: alinhamento estratégico, governança, métodos, tecnologia da informação, pessoas e cultura. Nesse cenário, o professor disse estar convencido de que uma abordagem holística do BPM é necessária para prosperar na era digital.

Tecnologias digitais no BPM

As tecnologias digitais abrem novos espaços de design que o BPM precisa explorar, segundo a avaliação do professor. Para ele, o espectro das tecnologias digitais é muito amplo, indo desde a impressão 4D, à Internet das Coisas (IoT), à computação cognitiva, à informática afetiva e à blockchain até conselheiros inteligentes, análises avançadas e automação de processos robotizados.

Essas tecnologias são fundamentais para a exploração de processos de negócios. A aceitação atual do blockchain, ele exemplifica, promete tornar segura a troca de informações entre processos distribuídos. Agentes cognitivos, como assistentes pessoais, permitem padrões inteiramente novos de interação com os clientes e criam as bases para novos modelos de negócios, como mostrou o aumento de fintechs no mercado.

Não restam dúvidas de que a aplicação de tecnologias digitais pode levar a processos mais simples. Mas também pode gerar redesenho de processos importantes e até mesmo abrir caminho para modelos de negócios totalmente novos. A pesquisa também identificou que o BPM deve ser integrado com metas, processos, sistemas, pessoas e dados corporativos.

O desafio de integração reflete o grau de ajuste estratégico do BPM na era digital. Uma perspectiva integrada sobre processos, sistemas, pessoas e dados permite a transparência e garante o alinhamento do BPM com objetivos organizacionais. O que se torna cada vez mais importante. Já que as fronteiras entre o mundo digital e o físico, bem como as existentes entre as organizações, estão embaçadas.

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Indústria em evolução

Explorar o potencial das tecnologias digitais dentro do BPM é um pré-requisito para que ele avance na era digital e obtenha valor comercial. “Eu vejo isso como uma indicação de que a indústria não está totalmente preparada. Quando se trata de persuadir uma mentalidade orientada para a oportunidade dentro e até além das fronteiras organizacionais. (Por exemplo, por meio de iniciativas de inovação aberta)“, afirmou.

No entanto, as inúmeras oportunidades oferecidas pela era digital, bem como a rapidez com que desafiam as rotinas estabelecidas, são desafios significativos para as organizações. Isso porque, na avaliação de Röglinger, exige um esforço concentrado em toda a empresa para identificar e avaliar a aplicação de tecnologias para iniciativas de melhoria de processos. “E isso requer a necessidade de repensar constantemente práticas estabelecidas e modelos de trabalho.“

Além disso, a digitalização também exige uma mudança de análise de processo reativa, orientada por problemas, em caso de desempenho de um processo ruim, para melhoria proativa de processos. E, assim, tornar um processo bem executado ainda melhor.

Repaginação dos processos – BPM na Era Digital

Cada vez mais as organizações estão envolvidas em ecossistemas e redes de valor. Tornando uma tarefa crucial a gestão de processos inter organizacionais altamente interdependentes. O estudo sugere que há uma demanda substancial para um foco mais amplo de BPM nas organizações.

Hoje, as tarefas não estruturadas e as tomadas de decisão complexas são realizadas principalmente por seres humanos. Enquanto a tecnologia cuida de tarefas repetitivas e mais simples. “No entanto, os avanços na automação cognitiva e na robótica social prometem automatizar tarefas complexas, exploratórias e não somente rotineiras no futuro próximo“, profetizou.

O papel dessas tecnologias, portanto, não se limita a eliminar o envolvimento humano dos processos de negócios. Também possibilita novas formas de colaboração entre tecnologia e humanos. É o futuro agora, desenhando o amanhã inimaginável, prestes a chegar.

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